Terça-feira, Novembro 23, 2010
Segunda-feira, Outubro 04, 2010
O fim
Chegou ao fim este blog... são já muitas historias e muitas memorias que só quero arquivar e guardar num lugar seguro... Penso que já não faz sentido continuar este blog quando tanta coisa já se alterou na minha vida. Por isso caros leitores assim vos deixo, com a ideia de talvez começar algo diferente... Um dia digo-vos.
Um beijo enorme a todos os que me leram e apoiaram, ao longo destes anos.
Segunda-feira, Setembro 13, 2010
Já estive inúmeras vezes neste quadrado branco a pensar o que escrever no meu blog, mas foi-se passando tanta coisa que depois achava que já não fazia muito sentido escrever só isto, ou só aquilo, e fui escrevendo um bocadinho de nada aqui e ali... Mas a verdade, é que só consigo realmente escrever, quando sinto algo de muito intenso, ou de muito melancólico, ou muito estranho... estou numa dessas fases, nem interessa bem qual, mas ainda não tinha conseguido verbaliza-la, ou escrevê-la porquê? Porque eu errei e achei que isso não me dava o direito de sofrer também, ou simplesmente de me queixar ou de desabafar tudo o que ia cá dentro, só porque, havia alguém que eu tinha medo de magoar... Agora já não sei muito bem o que vai dentro da tua cabeça, porque mudas de opinião acerca de mim todos os dias e chegam-me coisas aos ouvidos que eu não queria saber... mas não faz mal, I can deal with it, I always did.
Mas eu agora tenho vontade de deitar cá para fora tudo. Que me dói o peito, pelo que perdi, por tudo o que me foi dito sem sentido, e com sentido e doeu na mesma, doi-me saber que fiz o que podia por ti e não chegou e dói-me ainda mais sentir que já não me conheces, e que preferiste a versão rasca do que pensas de mim.
Também sorrio quando penso em tudo o que passámos, foi um amor lindo, com tudo o que deve ter, o romance, os passeios, as surpresas, os jantares, as paisagens... tudo com que tinha sonhado e isso ninguém me tira... Noites à luz das estrelas, encostados um ao outro sem mais ninguém e o mundo era nosso, deste-me um mundo num envelope, e sorrisos em bilhetes, tantas vezes... Tu conseguiste despertar emoções magníficas em mim... sorrisos inesquecíveis... e a cumplicidade... nunca ninguém percebeu a nossa cumplicidade... porque nela não cabia mais ninguém... tive direito às flores, aos bilhetes de amor, ao brilho dos teus olhos apaixonados onde se via, tão lindo, o reflexo dos meus...e os abraços, sempre tiveram tudo o que precisava os teus abraços... Por isso, apesar de tudo o que me dói por aquilo que já não tenho, aquilo que me faz seguir com um quase sorriso, é tudo o que tive, e isso já ninguém me tira...
Porque o amor é lindo e nunca se deve desistir do amor, aqui fica o ponto final do meu, mas a parte importante, é que enquanto durou foi maravilhoso, indescritível e isso faz todo o sofrimento valer a pena.
Nunca desistam de amar...
Terça-feira, Maio 11, 2010
Dou estes Gatinhos
As coisas belas na vida
Bom, meus caros leitores... já deixei espaço suficiente para as respostas aos ultimos comentarios do post anterior e as nossas anonimas não quiseram ripostar, pois muito bem. Entretanto deixaram de ser anónimas pois já me fizeram saber quem elas são, quanto a uma delas, não fiquei muito surpreendida confesso, só lhe tenho a dizer que veja bem as pessoas que a rodeiam, pois muitas das que considera amigas, já me disseram tanta coisa... quanto à outra não esperava, talvez porque nunca me mostrou que era aquilo que pensava de mim, quase quase que me cheira isto a falsidade, mas os ventos andam estranhos e cheira a muita coisa...
No entanto, apesar de toda esta controvérsia, acreditem ou não, o resultado foi muito positivo. Ao contrario do que era esperado por algumas pessoas, recebi bastante apoio, de pessoas que não esperava, e que me mostraram a sua indignação em relação a comentarios tão insolitos. Obrigada a todas elas, eu sei que o meu feitio por vezes é dificil de aturar, mas pelo menos saibam que podem contar sempre com a minha frontalidade e sinceridade.
Quanto ao resto, o cerco começa a apertar, trabalhos, testes a minha investigação! O que implica que a vida social é remetida para segundo plano e a frustração para o primeiro. Não tenho tempo para fazer aquilo que quero e como quero e começo a desesperar um pouco.. No entanto, vou descobrindo umas coisas engraçadas pelo caminho que me aguçam o apetite para continuar... Trabalhos a decorrer: o belo trabalho de memória, o meu será sobre as falsas memórias, acho o tema interessante; mais interessante ainda decorre também o trabalho de escolar, em que visitámos uma sessão que faz parte de um programa de treino de competencias, que foi engraçado poder assistir... e o trabalho de neuropsicologia, o meu baseia-se nas alterações neuroanatomicas e neurofisiológicas encontradas nos cerebros de psicopatas, estou a adorar ler sobre o assunto, é incrivel aquilo que se consegue descobrir através de MRI's e imagiologia cerebral! E claro a investigação sobre as minorias sexuais seniors que nao consigo avançar tanto como queria...
Apesar de tudo isto, tenho pequenos momentos de satisfação que são impagáveis... os beijinhos de uma amiga muito querida, que me diz que teve saudades minhas quando eu volto de fim de semana... os braços calorosos da pessoa que amo para quem volto para recuperar forças... o sol no final das tardes e no inicio das manhãs... o chá tomado na esplanada do jardim, com uma brisa amena com cheiro de amores perfeitos, entre uma noticia e outra das folhas de jornal... os telefonemas que me alegram os dias, vindos da familia que tanto amo... o orgulho emocionante que me leva às lágrimas, por ver o meu irmao chegar tão longe... as mensagens reconfortantes de um amigo distante.. as mensagens apaixonadas do meu amor :) constante... e o sorriso que me nasce quando me lembro de todas as coisas boas que vou tendo na vida... obrigada a todos vocês que me fazem seguir em frente quando as dificuldades da vida, me entristecem e me querem deitar a baixo.
Como diz um livrinho que uma grande amiga me deu: "Desejo que tenham dias de Diamante"
No entanto, apesar de toda esta controvérsia, acreditem ou não, o resultado foi muito positivo. Ao contrario do que era esperado por algumas pessoas, recebi bastante apoio, de pessoas que não esperava, e que me mostraram a sua indignação em relação a comentarios tão insolitos. Obrigada a todas elas, eu sei que o meu feitio por vezes é dificil de aturar, mas pelo menos saibam que podem contar sempre com a minha frontalidade e sinceridade.
Quanto ao resto, o cerco começa a apertar, trabalhos, testes a minha investigação! O que implica que a vida social é remetida para segundo plano e a frustração para o primeiro. Não tenho tempo para fazer aquilo que quero e como quero e começo a desesperar um pouco.. No entanto, vou descobrindo umas coisas engraçadas pelo caminho que me aguçam o apetite para continuar... Trabalhos a decorrer: o belo trabalho de memória, o meu será sobre as falsas memórias, acho o tema interessante; mais interessante ainda decorre também o trabalho de escolar, em que visitámos uma sessão que faz parte de um programa de treino de competencias, que foi engraçado poder assistir... e o trabalho de neuropsicologia, o meu baseia-se nas alterações neuroanatomicas e neurofisiológicas encontradas nos cerebros de psicopatas, estou a adorar ler sobre o assunto, é incrivel aquilo que se consegue descobrir através de MRI's e imagiologia cerebral! E claro a investigação sobre as minorias sexuais seniors que nao consigo avançar tanto como queria...
Apesar de tudo isto, tenho pequenos momentos de satisfação que são impagáveis... os beijinhos de uma amiga muito querida, que me diz que teve saudades minhas quando eu volto de fim de semana... os braços calorosos da pessoa que amo para quem volto para recuperar forças... o sol no final das tardes e no inicio das manhãs... o chá tomado na esplanada do jardim, com uma brisa amena com cheiro de amores perfeitos, entre uma noticia e outra das folhas de jornal... os telefonemas que me alegram os dias, vindos da familia que tanto amo... o orgulho emocionante que me leva às lágrimas, por ver o meu irmao chegar tão longe... as mensagens reconfortantes de um amigo distante.. as mensagens apaixonadas do meu amor :) constante... e o sorriso que me nasce quando me lembro de todas as coisas boas que vou tendo na vida... obrigada a todos vocês que me fazem seguir em frente quando as dificuldades da vida, me entristecem e me querem deitar a baixo.
Como diz um livrinho que uma grande amiga me deu: "Desejo que tenham dias de Diamante"
(http://olhares.aeiou.pt/jardim_da_covilha_foto1732948.html)
Sexta-feira, Março 12, 2010
É verdade amáveis leitores, há bastante tempo que não escrevo, têm-me perguntado onde se esconderam as minhas palavras e eu não sei responder... a verdade é que não sei se foi o cansaço se a vida, que me levaram a inspiração para bem longe... O 1º semestre passou a correr e a grande carga de trabalhos deixou-me sobrecarregada, o meu cerebro esteve a trabalhar constantemente em alto rendimento o que acabou por não dar grande resultado nos ultimos dias... mas a verdade é que no fim o desfecho foi bastante satisfatório, até acima da média.. gosto do curso, dá-me o tal estimulo intelectual que há algum tempo me lamentava por não ter, estou finalmente a decidir a area que quero seguir e isso deixa-me bastante animada, tenho um professor fantástico em neuropsicologia que verbaliza muito daquilo que sempre pensei sobre a psicologia e nunca disse, a realidade é que os nossos comportamentos são muito mais fisiológicos do que psicológicos, e por mais psicoterapia que se faça se não se tratar a parte fisiológica nao se vai lá com o dom da palavra... um outro lado deste curso é, como não podia deixar de ser, o meio social onde me movo... uma palavra, bizarro!... ainda num dia destes estive a falar com umas colegas de como a nossa turma é uma selecção muito especial de belos exemplares de bizarria social. É necessário antes de mais recordar de que estou num curso essencialmente de mulheres, como tal o belo do elogio e do subentendido maldizer é tipico, hipocrisia e falsidade jamais faltam ao pequeno almoço e à hora do lanche, mas o que mais me faz confusão é o desinteresse geral pelos conteudos... meus amigos, rezemos a Deus para que nem toda a gente consiga tirar aquele curso ou que, se o acabar, seja amavelmente "convidado" a ficar no desemprego. Se as pessoas por mais que aprendam não conseguem aplicar nada do que vão ouvindo, imaginem uma pessoa com tendências suicidas naquelas mãos... Provavelmente é assim na maior parte dos cursos mas este, choca-me particularmente, é a minha realidade. Á parte disso, passo agora imenso tempo a observar as pessoas, quanto mais falamos sobre o comportamento mais engraçado é ver como ele desmente tantas vezes as palavras soltas que se dizem numa conversa banal... a falsidade... E este ambiente por vezes cansa-me, a constante luta contra este vortex entediante e facil, à volta do qual quase todos acabam por ir girar esgota-me, e eu afasto-me lentamente.. às vezes, sinto que estou afastada de tudo e que não sinto falta de nada, e isso preocupa-me, não tenho emoções fortes ou fracas, sinto apatia, e uma das poucas pessoas que consegue despertar mais que isso, acorda-me a raiva de todas as vezes que se aproxima de mim, ainda que com pezinhos de lã... tira-me do meu controle, não gosto dessa sensação, vou tentando domá-la aos poucos, não é fera facil...
Quanto à minha tipica narrativa semi-poética, não sei o que lhe aconteceu, anda a vaguear pelas ruelas do meu cerebro, por isso, vou deixando aqui uns posts mais criticos e menos poeticos ou deprimentes, porque a verdade é que a inspiração não veio, mas se não for escrevendo, ela nao saberá que a porta ainda está aberta, e as brisas de ar fresco que me acordavam pela manha e me tomavam febrilmente, atirando-me para linhas de escrita profunda, não correm agora... deixem mudar os ventos...
Quanto à minha tipica narrativa semi-poética, não sei o que lhe aconteceu, anda a vaguear pelas ruelas do meu cerebro, por isso, vou deixando aqui uns posts mais criticos e menos poeticos ou deprimentes, porque a verdade é que a inspiração não veio, mas se não for escrevendo, ela nao saberá que a porta ainda está aberta, e as brisas de ar fresco que me acordavam pela manha e me tomavam febrilmente, atirando-me para linhas de escrita profunda, não correm agora... deixem mudar os ventos...
Segunda-feira, Outubro 12, 2009
Incomoda-me pensar que as férias já acabaram e que não descansei deveras... Passeei bastante, saboreei momentos maravilhosos de pura contemplação, sentada na areia húmida da praia, deixando o mar tocar-me os pés arenosos, com a cabeça encostada no ombro da pessoa que queria, envolvida nos seus braços a acompanhar os avanços e recuos das ondas, um pouco como fomos um para o outro na nossa vida, entre avanços e recuos até ao reencontro...e o pôr do sol, esse cliché maravilhoso de que nunca tinha gozado... sim porque sou do interior e a praia é um luxo, talvez pareça ridículo aos banhistas regulares, "litorianos" natos, mas eu conto pelos dedos de uma mão as vezes que pisei a areia da praia... estes meses de pausa escolar não deram para metade do que queria e passaram a correr, sem me dar tempo para planear, ou para pensar muito... mas quando tive os meus pequenos momentos de introspecção acabava sempre por atracar no passado, há tanta coisa que me faz falta e que já não volta... tantas pessoas que deixei de ver e já nem faz sentido perguntar onde estão... já há um tempo que não me rendia à nostalgia e há melancolia, traços intrínsecos na minha pessoa :)... mas gosto de várias coisas no meu presente... gosto do curso, gosto da minha casa aqui onde estou, adoro a paisagem nocturna da encosta da serra, com pequenas luzinhas que iluminam o meu quarto todas as noites... gosto de ir passear ao jardim, de comprar o jornal e ir para a esplanada ler enquanto tomo um chá... gosto da matéria nova que é dada em tom de piada, que só aquela professora sabe dar... mas quando estou sozinha aumenta o vazio daqueles que já partiram da minha vida... e daqueles que fazem parte delas e sinto tão ausentes e distantes, sinto-me tão impotente a maior parte das vezes quando me parece que sei exactamente a solução para acabar com o kaos da minha vida e não a posso utilizar... e revolto-me, chamo nomes ao Lá de cima e aos cá de baixo e acabo por me render às evidências... que se alguém tem culpa das minhas desgraças não se acuso e deixo-me rir numa gargalhada conformista que retoma o curso normal desta vida atribulada... começa mais uma etapa longa, cheia de desafios, e eu já me "inscrevi" em mais do que aqueles em que consigo estar... logo se verá como corre, bem ou mal, há sempre algo a aprender, nem que seja que definitivamente eu não tenho o poder da omnipresença ou da minha própria multiplicação...
Quarta-feira, Março 11, 2009
Acordei esgotada, mais um dia em que a noite não me deu descanso e a manhã parecia não me querer despertar… arrastei-me pala casa, deambulando e deixando tarefas inacabadas, como um rasto desastroso… olhei as minhas mãos toscas e melancólicas, meu ar apático… a acrasia pregou-me ao sofá e o meu olhar perdeu-se algures no espelho da sala, que me respondeu com um ar de repreensão …um reflexo pálido, quase doente, uma postura encurvada sobre si mesma numa contemplação perdida e descrente… o reler da revista mediática que é a minha vida, deixou-me meio perdida em pensamentos, divididos num misto de sofrimento e divertimento quase sádico, entediando-me com questões vazias sobre o meu propósito na vida… a verdade é que é fácil impingir grandes ambições e atacar as desistências dos fracos, mas quando as adversidades se nos colocam nos ombros com um peso colossal, dolorosamente cravadas na pele, a tentação é desistir, ceder à pressão e convencermo-nos de que não somos capazes… sempre me achei mais que isso… como a vida nos trai…Sinto que estou no rumo certo mas falta algo nesta vida que levo agora, a eterna insatisfação que arrasta consigo as crises existenciais parece voltar sempre num ciclo vicioso sejam quais forem as circunstâncias, e lá fico eu como uma construção oscilante de um jogo de peças sobrepostas numa plataforma distante…Ando desligada das pessoas, a velha sedutora tentação do isolamento, que hoje completou o seu ciclo e me atirou para este marasmo, de uma solidão interior onde ainda não chegas, mas por vezes iluminas…queria-te comigo hoje, porque me puxas deste labirinto que crio à minha volta, porque afastas esta tristeza do meu rosto com o teu sorriso, secas as minhas lágrimas quando surges como o sol quente que me aquece no fim da tarde… eu sei que te tenho mesmo quando não estás, mas aí de longe não chegas cá dentro, onde os dias por vezes não nascem, onde a noite é mais fria, os candeeiros são mais foscos e os jardins há muito deixaram de existir, restam apenas os bancos, onde me sento na penumbra da noite a contemplar a mística da Lua… nascem mágoas e frustrações nas palavras do poeta esmorecido, no pintor falido e até no guitarrista sem canções. Às vezes, neste meu reino, a felicidade parece fugir e a dor vem logo a seguir subtilmente… deixando-se ficar… entranhando-se aos poucos sem razão aparente… e quando a sinto a apoderar-se de mim, sou resgatada para bem longe, dou por mim a sorrir, quase que embriagada na calmaria doce que nos envolve e nos leva para um mundo só nosso, protegido por um imenso amor…

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